Wednesday, February 24, 2010

Resposta do Grupo de Apoio ao Tibete às afirmações de Ramos-Horta

GRUPO DE APOIO AO TIBETE
Press Release
23 Fevereiro 2010
Na sequência do artigo publicado no dia 19 de Fevereiro e intitulado "Admiração por Dalai Lama não põe em causa soberania da China, diz Ramos-Horta" ( http://www.ionline.pt/conteudo/47495-admiracao-dalai-lama-nao-poe-em-causa-soberania-da-china-diz-ramos-horta ) o Grupo de Apoio ao Tibete vem por este meio demonstrar o seu profundo desagrado relativamente a várias afirmações proferidas pelo actual presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, no mesmo artigo.
Ramos-Horta demonstra um crasso desconhecimento acerca da mais elementar história tibetana ao, por exemplo, endossar a legitimidade da soberania chinesa sobre o Tibete. Varre para o esquecimento as actividades dos heróicos guerreiros Khampa que desde 1935/ 39 lutavam já contra a intrusão chinesa no Tibete oriental, assim como as grandes revoltas tibetanas em Lhasa, a 10 e 12 de Março de 1959, através das quais os tibetanos expressaram serem contra a ocupação e presença chinesa no seu país. Saliente-se que a única diferença entre a invasão chinesa e a indonésia é que, o Tibete era de facto um estado independente quando da mesma e em Timor ainda decorria o processo de descolonização.
Confunde a presença de uma missão Chinesa em Lhasa, com soberania histórica chinesa ao longo de séculos!
Denigre a identidade histórica e cultural do povo Tibetano ao equipará-lo a um "grupo" que apresenta "reivindicações" e demonstra uma total falta de respeito para com as atrocidades sofridas, hoje e no passado, pelos Tibetanos residentes no Tibete sob o controlo e a repressão do governo chinês.
Desde que o Tibete foi invadido pela República Popular da China, já faleceram mais de 1.3 milhões de Tibetanos, mais de 6000 mosteiros foram destruídos e milhares de tibetanos continuam a ser detidos, torturados e julgados à porta fechada pelas autoridades chinesas.
Sr. Ramos-Horta se de facto o Tibete fosse parte integrante da R.P.C. porque razão é que as autoridades Chinesas teriam que invadir e ocupar o Tibete?!
Lamentamos, mais uma vez, as suas afirmações que em nada fazem justiça ao Prémio que parece ter recebido em 1996 na qualidade de representante da Resistência Timorense no Exterior.
Cordialmente,
Grupo de Apoio ao Tibete

Friday, February 19, 2010

Obrigada presidente Obama !

A agência Reuters informou que os Tibetanos que vivem perto do local de nascimento do Dalai Lama congratularam-se com a reunião de ontem através de um show de fogos de artifício desafiador. O artigo cita vários Tibetanos na região, incluindo um monge chamado Johkang:

"Meu coração está cheio de alegria", disse Johkang, exibindo um enorme sorriso, o seu mosteiro situa-se na parte árida e montanhosa da província de Qinghai, que fica ao lado da Região Autónoma do Tibete.

"É muito importante para nós o que está acontecer, que os EUA não tenham cedido às ameaças chinesas e que o seu líder se tenha reunido com o nosso líder", acrescentou o monge, que como muitos Tibetanos passa apenas por um nome.

A reunião de ontem é a prova viva de que juntos podemos fazer a diferença e avançar para o benefício do povo tibetano. E juntos, nós podemos assegurar que somos capazes de aproveitar ao máximo os eventos e as oportunidades do futuro.

Por favor, tome este passo importante hoje mesmo:

1. Obrigado presidente Obama pela reunião com o Dalai Lama!

Agradeça ao presidente americano através de:
https://secure2.convio.net/ict/site/Advocacy?id=153&pagename=homepage

China convoca Embaixador americano a Pequim

A China convocou hoje o embaixador dos E.U.A a Pequim para reclamar sobre a reunião do presidente Barack Obama com o Dalai Lama, o exilado líder espiritual tibetano que Pequim considera como um separatista.

Obama realizou uma reunião discreta com o Dalai Lama num momento em que subsistem amplas tensões sobre as vendas americanas de armas a Taiwan, litígios comerciais e censura na Internet, arriscando mais danos nas tensas relações sino-americanas.

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Ma Zhaoxu disse que o encontro "violou a aceitação por parte do governo dos E.U.A de que o Tibete é uma parte da China e de que não apoia a independência do Tibete".

De acordo com a agência oficial chinesa Xinhua, o Vice-ministro chinês das Relações Exteriores Cui Tiankui contactou o Embaixador americano Jon Huntsman.

Os Estados Unidos, como a maioria do mundo, reconhece a política chinesa de que tanto Tibete como Taiwan são parte da China. Apenas 23 países reconhecem Taiwan, que Pequim considera uma província renegada.

Pequim acusa o Dalai Dala de fomentar distúrbios e tentar separar o Tibete da China. O Dalai Lama diz que apenas visa uma maior autonomia para o Tibete.

Na região predominantemente tibetana de Tongren, província de Qinghai, no noroeste da China, os monges expressaram o seu apoio pela reunião de Obama, comemorando o evento com fogo-de-artifício.

"Esta é uma grande notícia para os tibetanos", disse Jokhar, um monge local. "Nós não nos importamos que o governo chinês se irrite. Faz-nos muito felizes que Obama se tenha reunido com S.S. Dalai Lama."

Tsering, um tibetano que comemorava o ano novo lunar na quinta-feira, sorriu quando ouviu que a reunião estava prestes a ocorrer.

"Tal faz-nos sentir que não fomos esquecidos", disse ele.

Obama incentivou a China e os enviados do Dalai Lama a manterem os esforços com o intuito de resolver suas diferenças através de negociações, apesar das recentes conversações não terem conduzido a algum progresso.

Pequim não ameaçou retaliação e sua resposta foi em linha com as denúncias anteriores de conversações com o Dalai Lama. Mas a visita pode complicar os esforços de Obama para garantir a ajuda da China sobre as questões-chave, tais como a imposição de sanções mais duras ao Irão e forjar um novo acordo global sobre mudança climática.

In
http://www.phayul.com/news/article.aspx?id=26663&article=China+summons+US+ambassador+over+Dalai+Lama+meetingn

Obama gives "strong support" to Dalai Lama



President Barack Obama welcomed the Dalai Lama for closely-watched White House talks Thursday, risking fallout in China over the get-together and Obama's statement supporting preservation of Tibet's identity and human rights.

"The president commended the Dalai Lama's 'Middle Way' approach, his commitment to nonviolence and his pursuit of dialogue with the Chinese government," White House press secretary Robert Gibbs said after the more than hourlong private meeting.

Speaking to reporters on the White House driveway, the Dalai Lama declared himself "very happy" with the session. The exiled Tibetan leader said he spoke to Obama about the promotion of human value, religious harmony, a greater leadership role for women around the world and the concerns of the Tibetan people. He said Obama was "very much supportive."

Obama's largely symbolic meeting with the Dalai Lama was kept low-key by comparison to other visiting leaders, out of deference to China. With Beijing considering the Buddhist monk a separatist, Obama doesn't want to overly anger China at a time when its cooperation is needed on nuclear standoffs with Iran and North Korea, climate change and other priorities.

So Obama sat down with his fellow Nobel Peace Prize laureate in the Map Room rather than the much-more-photographed Oval Office where presidents usually visit with international leaders. Their talks were held entirely out of view of cameras and the public. Instead, the White House only released just a single White House photo.

Even the description the White House press office gave reporters of the talks was done on paper.

All these gestures — small to many but important in the supersensitive world of diplomacy — were meant to tamp down China's displeasure that Obama was holding the meeting in the first place.

"The optics of this thing are incredibly important to the Chinese," said Michael Green, former President George W. Bush's senior Asia adviser. "The Chinese government is preoccupied with protocol and how things look."

It may not seem inflammatory to Americans accustomed to presidential meet-and-greets of many shapes and sizes. But a Dalai Lama-Obama appearance held in public would enrage China, which believes that official foreign contact with the monk infringes on Beijing's sovereignty over Tibet. Although the Dalai Lama is revered in much of the world, Beijing accuses him of seeking to overthrow Chinese rule and restore a feudal theocracy in the expansive mountainous region. The Dalai Lama and analysts say that is untrue.

Still, China's feelings matter because relations between Washington and Beijing have been strained for years, most recently because of the Dalai Lama's visit and the Obama administration's approval of a multibillion-dollar arms sale to Taiwan, the self-governing democratic island that China claims as its own.

At the same time, Obama has to balance China's views against criticism from U.S. lawmakers and activists that he buckled to China too much already on the topic, by not meeting with the Dalai Lama when he came to Washington in October.

The Dalai Lama has met with U.S. presidents for the past two decades, mostly in private encounters.

The Dalai Lama's envoy, Lodi Gyari, said even a private meeting with Obama is a boost for Tibetans feeling marginalized by China. Green said just the "fact that they spend time together in an intimate setting means everything for the Tibetan cause."

Charles Freeman, an analyst at the Center for Strategic and International Studies think tank, said that while he does not believe Thursday's meeting will cause lasting damage to U.S.-China relations, short-term repercussions could include a postponement of Chinese President Hu Jintao's expected visit to Washington in April.

Despite China's angry words, recent U.S.-China tension may be easing. On Wednesday, five American warships were allowed to dock for a port call in Hong Kong, a possible indication that Beijing does not want relations with Washington to worsen.

In
http://www.phayul.com/news/article.aspx?id=26655&article=Gibbs%3a+Obama+gives+%22strong+support%22+to+Dalai+Laman

Tuesday, February 16, 2010

Acção URGENTE e Relatório ICT 15 Fev 2010




Caros Amigos,

Faltam apenas 2 dias para o encontro entre S.S Dalai Lama e o Presidente Obama !

Encorajamos TODOS a participarem na acção que promovemos entre hoje e as 24.00 do dia 18 de Fevereiro e juntamente com outros grupos de apoio ao Tibete em todo o mundo.

Após nove encontros infrutíferos entre representantes de S.S. Dalai Lama e representantes governamentais Chineses, apelamos a um encontro entre S.S. Dalai Lama e o presidente Chinês Hu Jintao.

O presidente Obama, Prémio Nobel da Paz, pode facilitar um encontro directo entre o Dalai Lama e Hu Jintao.

Por favor juntem-se a nós nesta importante acção !




Mensagem para o Presidente Obama:


Dear Mr. President,


This message comes to you at Losar, the Tibetan New Year, with my sincere hope that your forthcoming meeting with His Holiness the Dalai Lama will be a landmark for the future of Tibet.
Specifically, I urge you to do everything in your power to bring about a meeting between His Holiness and China's President, Hu Jintao. After nine difficult rounds of talks between the Dalai Lama's envoys and China, a breakthrough is badly needed for progress to be made towards a negotiated resolution to China's occupation of Tibet. A face-to-face meeting will undoubtedly reduce the mistrust that China bears for the Dalai Lama, a fellow Nobel peace laureate and one of the most respected global leaders of all time. Your desire for a fresh approach to long-standing injustices and your inspirational leadership abilities, mean that you are the person who can make this happen.
I appeal to you help broker a just and lasting resolution for the Tibetan people by working to facilitate a meeting between His Holiness the Dalai Lama and President Hu Jintao this coming year.


Seguem três formas possíveis de enviarem a vossa mensagem:


1. Enviem um fax com uma mensagem vossa ou a mensagem em cima para +1 202-456-2461.

2. Coloquem uma mensagem em http://www.ihearttibet.org/
Todas as mensagens recebidas no site referido serão enviadas via fax na quarta-feira à noite.
Caso optem por esta opção apelamos a que incluam o pedido específico para que o presidente Obama facilite a reunião entre o Dalai Lama e Hu Jintao.

3. Completem o formulário "Contact Us" (Casa Branca) disponível em http://www.whitehouse.gov/contact incluíndo uma mensagem vossa (ou a mensagem em cima).



Obrigada a Todos !



Saudações

Grupo de Apoio ao Tibete






Tension across Tibet as Tibetans mark New Year with prayers for the dead
ICT report, February 15, 2010



Several hundred Tibetan monks and laypeople in the far eastern Tibetan area of Ngaba (Sichuan province) were surrounded by armed troops yesterday on the first of the five-day Tibetan New Year festival (Losar). The Tibetans had gathered together to pray for those killed in the crackdown following protests across Tibet that began in March 2008. At the same time, across the Tibetan plateau in Lhasa, Tibet Autonomous Region, Tibetans held somber and devotional commemorations amid tensions as security was stepped up, according to reports from inside Tibet.



Thousands of Tibetans made traditional Losar offerings at the Jokhang temple, with crowds queuing in the Tibetan Barkhor area observed by plain clothes and uniformed armed security personnel. In a Tibetan New Year address yesterday in Dharamsala, India, the Dalai Lama said: "We are not celebrating the New Year, Losar, in a very grand way; we are only performing the religious ceremony and rituals.”




Ngaba (Chinese: Aba), the Tibetan area of Amdo, is the scene of an unprovoked use of deadly police force against unarmed Tibetans. On March 16, 2008, at least 10 Tibetans - including a 16-year-old schoolgirl, Lhundup Tso - were shot dead when police opened fire on unarmed Tibetans who had joined a spontaneous protest following a morning prayer session at Kirti monastery. A Tibetan source in exile who is in contact with Tibetans in Ngaba yesterday reported: “Several hundred Tibetans gathered with prayer wheels and rosaries to attend a vigil for the people who were killed in 2008.





They wore old clothes and ate plain tsampa (a traditional Tibetan staple food of roast barley flour) and dry bread to show their sadness.” Tibetans normally wear their best traditional clothes for Losar. But since the security crackdown from March 2008 onwards, many Tibetans have taken a position of not celebrating but marking Losar through devotional practice in order to commemorate Tibetans who have died, disappeared, or been imprisoned over the past two years. Monk officials from Kirti monastery in Ngaba apparently ordered Kirti monks to disperse from the prayer vigil. The same source said: “The local people and some other monks from Ngaba remained to express their grief and solidarity. They chanted the Tibetan mantra, ”Om Mani Padme Hum,” the mantra of the Buddha of compassion, of whom the Dalai Lama is believed to be the incarnation. They were surrounded by military.” Soldiers confiscated mobile phones from Tibetans, in a likely effort to prevent images of the prayer vigil reaching the outside world as well as blocking communication between individuals. Tension remains high in Ngaba today, the second day of the Tibetan New Year.




The security crackdown in Ngaba has been particularly severe following the March 16, 2008 incident. Many more monks and laypeople have been detained, tortured or 'disappeared' since then, and during police raids on their monastery photographs of the Dalai Lama and senior religious leaders were destroyed. Last February, a Kirti monk in his mid-twenties was shot by security personnel when he set himself on fire as a form of protest after prayer ceremonies at the monastery were cancelled, according to several sources in the area. The monk, Tapey, had been holding a home-made Tibetan flag that had at its center a photograph of the Dalai Lama. His whereabouts is still not known. (http://support.savetibet.org/site/R?i=JRgqFh2JNis-axoUzh8TNg..). Just last week a former official in the Democratic Management Committee of Kirti monastery, Lhachak, was detained in Chengdu (Sichuan province).




Prior to last year’s Losar, Tibetan writer Woeser wrote: "This year's celebration [of Losar] will be different. This year's differences are due to the fact that so many people have been plunged into the abyss of misery. In the land of Tibet, in the villages, pastures and towns of Amdo, central Tibet and Kham, many white-haired grandparents and parents had to endure the suffering of attending the funeral of young black-haired people. What is even more tragic is that some of these white-haired ones have not been able to attend the funeral services since the black-haired ones have disappeared without their corpses being able to be found.





The family members do not know the day they died, thus, it is not even possible to hold the religious ceremony to release the soul of the deceased from purgatory suffering. The monasteries have already been closed, and monks expelled. There are countless vultures circling around over the desolate sky burial grounds. Then, let us light butter lamps to make offerings in memory of the deceased, whose exact number we still do not know, in the corners where the video surveillance can not reach. Furthermore, those of us who live in alien lands and do not have butter lamps to offer, let us light candles for those deceased whose exact number we still do not know." (Article originally written for Radio Free Asia, translated by High Peaks Pure Earth and posted online on January 14, 2009http://support.savetibet.org/site/R?i=_OBOVf7UfDpKkqwwTjZApg..).

Sunday, February 14, 2010

Agradecimento




Caros Amigos,

Agradecemos a todos os que ontem, 13 de Fevereiro, estiveram presentes no jantar de Losar e angariação de fundos promovido pelo Grupo de Apoio ao Tibete.

Foi um enorme prazer estar com todos, esperamos que tenham gostado e contamos convosco em acções futuras !

Angariámos 126 euros que utilizaremos para financiar as acções promovidas pelo G.A.T.

Losar Tashi Delek !

Saudações
Grupo de Apoio ao Tibete

Tuesday, February 9, 2010

O Grupo de Apoio ao Tibete - Portugal deseja que o Ano do Tigre - Ferro traga o fim do sofrimento e da opressão no Tibete, de forma a que os Tibetanos possam celebrar o próximo Losar em paz e liberdade.

Obrigada a Todos pelo apoio contínuo demonstrado, contamos convosco em acções futuras !

Monday, February 8, 2010

LOSAR TASHI DELEK !



Os Tibetanos e apoiantes da causa Tibetana irão celebrar o Losar - o Ano Novo Tibetano - a 14 de Fevereiro de 2010. No calendário lunar Tibetano, este dia marca o início do Ano 2137 do Tigre - Ferro, uma época de mudança, de esperança e renovação. Nesse dia, nós celebraremos a nossa história, a nossa cultura, a nossa religião e o nosso futuro - porque a nossa história é grande, a nossa cultura é bela, a nossa religião é profunda, e - apesar do nosso sofrimento presente - o nosso futuro é brilhante.


Desde 2008, após os protestos pacíficos Tibetanos em todas as três províncias históricas do Tibete, nós testemunhámos uma escalada nas detenções, na tortura e morte dos nossos compatriotas sob o domínio Chinês. Devido a tal, no ano passado, os Tibetanos em torno do mundo uniram-se e não comemoraram o Losar.


Este ano, muitos Tibetanos estão planeando celebrar o Losar por uma única razão: porque somos Tibetanos. Vamos falar a língua tibetana, vestir à tibetano, e observar costumes tibetanos, reforçando assim a nossa identidade e o nosso espírito. Através dessa observância vamos encontrar coragem e novas oportunidades para fazer avançar a nossa luta. Ao observar o Losar com família e amigos, os Tibetanos tocarão na felicidade que, tal como o sofrimento, é uma parte integrante de um movimento de liberdade.


Ao longo de todos estes anos de ocupação, uma coisa é clara: o opressor inveja o espírito do povo Tibetano, que não pode ser esmagado pela violência. Este ano os Tibetanos em todo o mundo irão nutrir o espírito com a observância do Losar.


Ao observar esta tradição cultural importante, apelamos a que Tibetanos e simpatizantes coloquem lamparinas e velas nos seus altares e nas suas janelas, no dia 14 de Fevereiro, em homenagem à coragem do povo Tibetano no Tibete, que continua a resistir à ocupação ilegal do governo chinês da sua terra natal.


A todos os Amigos do Tibete e Apoiantes do Grupo de Apoio ao Tibete: Losar Tashi Delek !


Saudações

Grupo de Apoio ao Tibete
“Until we see visible change on the ground in Tibet and some real give-and-take on the part of the Chinese government, we can be confident that the resumption of the dialogue (between Tibetan and Chinese representatives) is nothing more than a delaying tactic designed to mute international criticism, especially in the lead up to the expected meeting between Obama and the Dalai Lama,” said Tenzin Dorjee, executive director of Students for a Free Tibet, a group based in New York that advocates for Tibetan independence.
In

Tuesday, January 26, 2010

LIBERDADE PARA TENZIN DELEK RINPOCHE








Caros Amigos,


Hoje, dia 26 de Janeiro, terá lugar um dia de campanha global por Tenzin Delek Rinpoche, reverenciado líder Tibetano e defensor da identidade e cultura Tibetana.

Condenado à morte pelas autoridades Chinesas em 2002, juntamente com Lobsang Dhondup, vê a sua sentença alterada para prisão perpétua a 26 de Janeiro de 2005.

Dhondup Lobsang viria a falecer vítima da condenação à morte inflingida pelas autoridades Chinesas. Relativamente à alteração da sentença de Delek Rinpopche, tal deveu-se à pressão contínua exercida por ONGs e Grupos de Apoio ao Tibete em todo o mundo, sobre as autoridades Chinesas.

Hoje, não deixem de assinalar o dia, assinando a petição disponível em:



A petição está dirigida a Zhou Yongkang, um dos mais importantes membros do Partido Comunista Chinês. Em 2002, Zhou era o Seretário do Partido na Província do Sichuan onde Tenzin Delek Rinpoche foi detido.

Na mesma é feito um apelo pela re-abertura do caso de Delek Rinpoche e caso evidências credíveis para a sua condenação não forem apresentadas, que a sua libertação tenha lugar.



T E N Z I N D E L E K R I N P O C H E



DETIDO PELOS SEUS ESFORÇOS VISANDO PRESERVAR A IDENTIDADE TIBETANA. ACUSADO DE ALEGADA CONSPIRAÇÃO

Tenzin Delek Rinpoche é um reverenciado líder Tibetano, assim como um visionário e firme defensor da identidade e cultura Tibetana. Nasceu em 1950 no Lithang, região do Kham (Tibete oriental), tendo entrado para o mosteiro de Lithang com sete anos.

Ao longo da sua vida, Tenzin Delek Rinpoche trabalhou com o intuito de desenvolver as instituições sociais, médicas, educacionais e médicas para os nómadas Tibetanos. Ele supervisionou a construção de mosteiros para monjas, sendo um firme defensor da educação religiosa para homens e mulheres. Tenzin Delek Rinpoche foi também um líder ambiental e defendeu o fim de projectos mineiros e de desflorestação indiscriminada na região do Tibete oriental.

Devido à popularidade de Rinpoche entre Tibetanos e Chineses, assim como a todos os seus esforços visando preservar a identidade Tibetana, foi encarado pelas autoridades Chinesas como uma ameaça ao controlo sobre a região. Na década anterior à sua detenção, foi alvo de crescente assédio e intimidação por parte de oficiais Chineses.

Tenzin Delek Rinpoche foi alvo de atenção redobrada por parte das autoridades Chinesas após ter regressado da Índia, onde esteve para estudos religiosos e onde foi reconhecido pelo Dalai Lama como um “Tulku” (ser religioso reencarnado), recebendo o nome de Tenzin Delek. Entre 1982 e 1987 estudou no mosteiro de Drepung, situado no campo de refugiados existente em Mundgod, estado de Karnataka, sul da Índia.

Após regressar a Nyagchu no Lithang, as autoridades Chinesas começaram a criar entraves aos seus esforços visando o desenvolvimento social e religioso. No entanto Rinpoche não vacilou. Chegou a enfrentar várias objecções governamentais à construção de Jamyang Choekhor Ling, um novo mosteiro na sua região natal, o que o impeliu a dirigir-se a Pequim com o intuito de obter a permissão do 10º Panchen Lama, exactamente um ano antes da sua súbita e misteriosa morte em 1989.

Entre 1991 e 1995 Tenzin Delek Rinpoche construiu sete mosteiros. Supervisionou também a construção de um lar para idosos e de uma escola para crianças órfãs e de famílias com poucos recursos financeiros.

As autoridades Chinesas continuaram a aumentar a sua vigilância sobre as actividades de Tenzin Delek Rinpoche. Em Junho de 2000 Rinpoche gravou a seguinte declaração: “Recentemente fui chamado ao Departamento de Assuntos Religiosos e ao Departamento de Trabalho da Frente Unida… Disseram-me “Não podes ter fotografias do 14º Dalai Lama, do jovem Panchen Lama, ou fotografias de ti próprio.” E acrescentaram, “ As fotografias estão a ficar maiores e maiores e tu não podes fazer isso. E também não podes ter o título de lama.” Eu disse-lhes que… não necessitava do título de lama; Não necessitava do título de monge, mas necessitava dos direitos de um ser humano.”
(em “Trials of a Tibetan Monk,” Relatório da Human Rights Watch)

Foram condenados em julgamento fechado a 29 de Novembro de 2002, tendo Lobsang Dhondup sendo acusado de bombista e Tenzin Delek Rinpoche de conspirador. A prova maior apresentada contra Tenzin Delek Rinpoche foi uma confissão de Lobsang Dhondup, que posteriormente a desmentiu afirmando ter sido torturado para que produzisse a referida confissão. A outra suposta evidência foi a presença de panfletos políticos na cena do bombardeamento e que as autoridades afirmaram terem sido produzidos por Tenzin Delek Rinpoche e distribuídos por Lobsang Dhondup. No entanto não foram encontradas provas de espécie alguma que relacionassem ambos aos panfletos. Tenzin Delek Rinpoche negou ter produzido os ditos panfletos. Ao longo do processo judicial, os dois acusados não tiveram acesso ao aconselhamento legal independente.
Durante o julgamento Tenzin Delek Rinpoche afirmou ter sido torturado e gritou palavras de apoio ao Dalai Lama. A 2 de Dezembro de 2002 ambos foram condenados à morte, tendo Rinpoche recebido uma suspensão de dois anos.

O clamor internacional relativamente ao caso de Tenzin Delek Rinpoche conduziu as autoridades Chinesas a certificarem-se de que tantos Tenzin Delek Rinpoche como Lobsang Dhondup teriam um novo julgamento. No entanto a 26 de Janeiro de 2003 o Tribunal Superior do Povo de Sichuan manteve a execução de Lobsang Dhondup e confirmou os dois anos de suspensão da sentença de morte de Tenzin Delek Rinpoche. Lobsang Dhondup foi executado nesse dia.
Após dois anos de apoio por parte de milhares de pessoas em todo o mundo as autoridades Chinesas alteraram a sentença de morte de Tenzin Delek Rinpoche para prisão perpétua, a 26 de Janeiro de 2005.

De acordo com a Human Wrights Watch a detenção de Tenzin Delek Rinpoche “foi o culminar de uma década de esforço por parte das autoridades Chinesas para restringir os seus esforços visando desenvolver o Budismo Tibetano, o seu apoio ao Dalai Lama como líder religioso, e o seu trabalho em prol das instituições sociais e culturais. Os esforços de Rinpoche tornaram-se um ponto fulcral para os Tibetanos, que lutavam por manter a sua identidade cultural face à contínua perseguição dos indivíduos que tentavam ir para além das fronteiras culturais e da expressão social aceite, no âmbito das políticas repressivas Chinesas.”


Actualmente Tenzin Delek Rinpoche encontra-se detido na prisão de Mianyang, em Mianyang na província Sichuan, após transferência da prisão de Chuandong. O seu estado de saúde é crítico, muito devido à tortura que lhe tem sido infligida desde a sua detenção. Sofre de alta pressão arterial, do coração, assim como das pernas. Apesar de aparentemente receber tratamento médico, viu negado o pedido de medicamentação Tibetana que havia solicitado.
Rinpoche nunca confirmou algum dos crimes de que é acusado e mantém a sua inocência. O governo Chinês tem ainda que exibir alguma prova credível que justifique as acusações de que foi alvo Rinpoche.

Quando esperava uma audiência em 2003, Tenzin Delek Rinpoche afirmou: “Estou completamente inocente… Sempre afirmei que não devemos levantar as nossas mãos uns aos outros. É um acto negativo…Eu nunca distribui cartas ou panfletos, nem secretamente enterrei bombas. Eu nem sequer alguma vez pensei em tais coisas e não tenho intenção alguma de magoar terceiros.”

Tibetanos e apoiantes em todo o mundo continuam a apelar pela libertação de Tenzin Delek Rinpoche junto das autoridades Chinesas.